Obrigado por fazer parte desta história
E há encontros que continuam dentro de nós.
Foi assim que vivi a minha participação no Festival de Bem-Estar Lisboa 2026.
Durante dois dias tive a oportunidade de encontrar centenas de pessoas, partilhar experiências, ouvir histórias, responder a perguntas e, sobretudo, criar espaços onde cada pessoa pudesse parar por alguns instantes e olhar para dentro de si.
No sábado, o nosso encontro foi dedicado à Mediunidade Consciente.
Falámos sobre perceção, sensibilidade, consciência e sobre a importância de aprender a observar aquilo que sentimos antes de interpretar aquilo que sentimos.
Mais do que falar sobre mediunidade, quis proporcionar uma experiência.
Um espaço para experimentar, observar, questionar e compreender.
No domingo, abrimos outra porta.
A porta dos livros.
Biblioterapia com Edmar — A Coragem de Não Agradar
Partimos de uma pergunta aparentemente simples:
Quantas das nossas escolhas nascem verdadeiramente de nós — e quantas nascem do medo de desagradar?
Através da Biblioterapia, utilizámos a leitura, as palavras, as emoções e a metáfora de uma árvore para percorrer um caminho interior.
Começámos pelos frutos.
Depois fomos às flores.
Das flores às folhas.
Das folhas aos ramos.
Dos ramos ao tronco.
Do tronco às raízes.
Até chegarmos à semente.
Porque muitas vezes aquilo que hoje aparece na nossa vida como comportamento, medo, necessidade de aprovação ou dificuldade em dizer “não” começou muito antes.
Pode ter começado numa experiência.
Numa frase que ouvimos.
Numa expectativa familiar.
Numa necessidade de sermos aceites.
Ou simplesmente numa estratégia que um dia aprendemos para nos sentirmos seguros.
E então surgiu outra pergunta:
Essa voz que me diz que preciso agradar para ser aceite é realmente minha?
Talvez uma das descobertas mais importantes deste encontro tenha sido perceber que agradar não é o problema.
Podemos cuidar, ajudar, oferecer, estar disponíveis e fazer coisas pelos outros.
O problema começa quando sentimos que já não temos escolha.
Quando dizemos “sim” querendo dizer “não”.
Quando abandonamos aquilo que sentimos para evitar desapontar alguém.
Quando procuramos a aprovação dos outros e, sem perceber, começamos a afastar-nos de nós próprios.
É aqui que um livro pode transformar-se em muito mais do que um livro.
Pode tornar-se espelho.
Pode tornar-se pergunta.
Pode tornar-se companhia.
Pode tornar-se caminho.
É esta a essência da Biblioterapia com Edmar.
Não lemos apenas para compreender uma história.
Lemos também para compreender a nossa.
Do fruto à semente. Da semente a uma nova história.
No final da nossa experiência fizemos o caminho inverso.
Voltámos à árvore, mas agora de baixo para cima:
SEMENTE — aquilo que escolho cultivar.
RAIZ — os valores nos quais decido enraizar-me.
TRONCO — a identidade que começo a sustentar.
RAMOS — as escolhas que faço.
FOLHAS — a maneira como me relaciono com o mundo.
FLORES — as possibilidades que começo a criar.
FRUTOS — aquilo que a minha vida passa a produzir.
Porque talvez não possamos mudar todas as sementes que foram colocadas dentro de nós.
Mas podemos começar a decidir quais queremos continuar a regar.
E o Festival continua…
Para mim, estes dois dias não terminaram quando saímos do Festival.
Quero que aquilo que experimentámos possa continuar a provocar perguntas, leituras, descobertas e transformações.
Por isso, preparei alguns materiais para quem esteve comigo no Festival — e também para quem está agora a chegar ao universo da Biblioterapia com Edmar.
Neles poderá conhecer um pouco melhor quem sou, os projetos que desenvolvo, os livros publicados, os cursos online, os encontros e atividades, a Mediunidade Consciente e, naturalmente, a Biblioterapia.
Este blogue também continuará a ser um espaço de encontro.
Um lugar onde falaremos de livros, emoções, histórias, consciência, relações humanas, autoconhecimento e transformação.
Se chegou até aqui depois de me conhecer no Festival, seja muito bem-vindo.
E se já acompanha o meu trabalho há algum tempo, obrigado por continuar deste lado.
Um agradecimento muito especial
Agradeço profundamente às centenas de pessoas que estiveram presentes nas minhas atividades durante o Festival de Bem-Estar Lisboa 2026.
A quem ouviu.
A quem participou.
A quem fez perguntas.
A quem se emocionou.
A quem partilhou uma história.
A quem levou consigo uma reflexão.
E também a quem, depois do Festival, partilhou os nossos materiais com familiares e amigos.
Cada encontro ajuda esta história a continuar.
E talvez esta seja uma boa pergunta para terminarmos:
Se a sua vida fosse uma árvore, que semente gostaria de começar a regar hoje?
Guarde a pergunta.
Talvez não precise de responder imediatamente.
Algumas perguntas precisam de tempo.
Tal como as sementes.
Com carinho,
Ler. Sentir. Compreender. Transformar.




