quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Biblioterapia com Edmar no Festival de Bem-Estar Lisboa 2026

 

Obrigado por fazer parte desta história

Há encontros que terminam quando as pessoas regressam a casa.

E há encontros que continuam dentro de nós.

Foi assim que vivi a minha participação no Festival de Bem-Estar Lisboa 2026.

Durante dois dias tive a oportunidade de encontrar centenas de pessoas, partilhar experiências, ouvir histórias, responder a perguntas e, sobretudo, criar espaços onde cada pessoa pudesse parar por alguns instantes e olhar para dentro de si.

No sábado, o nosso encontro foi dedicado à Mediunidade Consciente.

Falámos sobre perceção, sensibilidade, consciência e sobre a importância de aprender a observar aquilo que sentimos antes de interpretar aquilo que sentimos.

Mais do que falar sobre mediunidade, quis proporcionar uma experiência.

Um espaço para experimentar, observar, questionar e compreender.

No domingo, abrimos outra porta.

A porta dos livros.

Biblioterapia com Edmar — A Coragem de Não Agradar

Partimos de uma pergunta aparentemente simples:

Quantas das nossas escolhas nascem verdadeiramente de nós — e quantas nascem do medo de desagradar?

Através da Biblioterapia, utilizámos a leitura, as palavras, as emoções e a metáfora de uma árvore para percorrer um caminho interior.

Começámos pelos frutos.

Depois fomos às flores.

Das flores às folhas.

Das folhas aos ramos.

Dos ramos ao tronco.

Do tronco às raízes.

Até chegarmos à semente.

Porque muitas vezes aquilo que hoje aparece na nossa vida como comportamento, medo, necessidade de aprovação ou dificuldade em dizer “não” começou muito antes.

Pode ter começado numa experiência.

Numa frase que ouvimos.

Numa expectativa familiar.

Numa necessidade de sermos aceites.

Ou simplesmente numa estratégia que um dia aprendemos para nos sentirmos seguros.

E então surgiu outra pergunta:

Essa voz que me diz que preciso agradar para ser aceite é realmente minha?

Talvez uma das descobertas mais importantes deste encontro tenha sido perceber que agradar não é o problema.

Podemos cuidar, ajudar, oferecer, estar disponíveis e fazer coisas pelos outros.

O problema começa quando sentimos que já não temos escolha.

Quando dizemos “sim” querendo dizer “não”.

Quando abandonamos aquilo que sentimos para evitar desapontar alguém.

Quando procuramos a aprovação dos outros e, sem perceber, começamos a afastar-nos de nós próprios.

É aqui que um livro pode transformar-se em muito mais do que um livro.

Pode tornar-se espelho.

Pode tornar-se pergunta.

Pode tornar-se companhia.

Pode tornar-se caminho.

É esta a essência da Biblioterapia com Edmar.

Não lemos apenas para compreender uma história.

Lemos também para compreender a nossa.

Do fruto à semente. Da semente a uma nova história.

No final da nossa experiência fizemos o caminho inverso.

Voltámos à árvore, mas agora de baixo para cima:

SEMENTE — aquilo que escolho cultivar.

RAIZ — os valores nos quais decido enraizar-me.

TRONCO — a identidade que começo a sustentar.

RAMOS — as escolhas que faço.

FOLHAS — a maneira como me relaciono com o mundo.

FLORES — as possibilidades que começo a criar.

FRUTOS — aquilo que a minha vida passa a produzir.

Porque talvez não possamos mudar todas as sementes que foram colocadas dentro de nós.

Mas podemos começar a decidir quais queremos continuar a regar.

E o Festival continua…

Para mim, estes dois dias não terminaram quando saímos do Festival.

Quero que aquilo que experimentámos possa continuar a provocar perguntas, leituras, descobertas e transformações.

Por isso, preparei alguns materiais para quem esteve comigo no Festival — e também para quem está agora a chegar ao universo da Biblioterapia com Edmar.

Neles poderá conhecer um pouco melhor quem sou, os projetos que desenvolvo, os livros publicados, os cursos online, os encontros e atividades, a Mediunidade Consciente e, naturalmente, a Biblioterapia.

Este blogue também continuará a ser um espaço de encontro.

Um lugar onde falaremos de livros, emoções, histórias, consciência, relações humanas, autoconhecimento e transformação.

Se chegou até aqui depois de me conhecer no Festival, seja muito bem-vindo.

E se já acompanha o meu trabalho há algum tempo, obrigado por continuar deste lado.

Um agradecimento muito especial

Agradeço profundamente às centenas de pessoas que estiveram presentes nas minhas atividades durante o Festival de Bem-Estar Lisboa 2026.

A quem ouviu.

A quem participou.

A quem fez perguntas.

A quem se emocionou.

A quem partilhou uma história.

A quem levou consigo uma reflexão.

E também a quem, depois do Festival, partilhou os nossos materiais com familiares e amigos.

Cada encontro ajuda esta história a continuar.

E talvez esta seja uma boa pergunta para terminarmos:

Se a sua vida fosse uma árvore, que semente gostaria de começar a regar hoje?

Guarde a pergunta.

Talvez não precise de responder imediatamente.

Algumas perguntas precisam de tempo.

Tal como as sementes.

Com carinho,

Edmar Silva
Biblioterapia com Edmar

Ler. Sentir. Compreender. Transformar.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Quando nasceram as emoções?

Quando nasceram as emoções?
Terão surgido com o primeiro choro da humanidade, com o primeiro olhar de amor, com o primeiro medo diante da escuridão?
As emoções acompanham-nos desde o início dos tempos. São antigas como o vento, invisíveis como a alma e intensas como o bater do coração.

Vieram da necessidade humana de sentir, sobreviver, amar, proteger, sonhar e criar ligações. Ao longo da história, filósofos, psicólogos, escritores e pensadores procuraram compreender este universo invisível que vive dentro de cada ser humano.

Mas afinal, o que sabemos verdadeiramente sobre as emoções?
Sabemos que elas falam antes das palavras. Que habitam o corpo, moldam pensamentos e influenciam escolhas. Que uma emoção reprimida pode transformar-se em silêncio, tristeza ou distância. E que uma emoção acolhida pode tornar-se cura, consciência e transformação.

Nos tempos acelerados em que vivemos, aprendemos a correr… mas esquecemo-nos de sentir. Vivemos rodeados de ruído, ansiedade e excesso de informação, enquanto o coração pede pausa, escuta e presença. Saber lidar com as emoções tornou-se uma necessidade urgente da vida moderna.

E os sentimentos?
Os sentimentos são a permanência das emoções dentro de nós. Enquanto a emoção surge como um impulso imediato — rápido, intenso e espontâneo — o sentimento é aquilo que permanece, amadurece e ganha significado no interior humano. A emoção acontece; o sentimento interpreta. A emoção atravessa-nos; o sentimento acompanha-nos.

No livro Biblioterapia com Edmar – O Alfabeto das Emoções, o autor conduz o leitor por uma viagem interior profunda e transformadora. A obra reúne o pensamento e os contributos de 16 autores que, ao longo do tempo, estudaram e aprofundaram o fascinante universo das emoções humanas.

Para além de explorar 27 emoções e as suas múltiplas variações, o livro apresenta a biblioterapia como um poderoso recurso terapêutico, revelando a leitura como caminho de autoconhecimento, equilíbrio emocional e cura interior.

Através de exercícios práticos, reflexões e propostas terapêuticas, o leitor é convidado a compreender aquilo que sente, a escutar-se com mais consciência e a transformar emoções em crescimento pessoal.

Mais do que um livro, esta obra é um verdadeiro manual emocional — um guia para quem deseja conhecer-se mais profundamente e dar o primeiro passo numa viagem interna consigo mesmo.

Porque compreender as emoções é aprender a habitar a própria alma.

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

CONVITE À COMUNIDADE

Após mais de dez anos dedicados ao desenvolvimento do projeto “Biblioterapia com Edmar” em escolas, centros de dia, lares e universidades séniores, Edmar da Silva convida os órgãos de comunicação social e toda a comunidade para a apresentação oficial do seu novo livro, Biblioterapia com Edmar – O Alfabeto das Emoções.

A apresentação terá lugar no dia 5 de junho de 2026, na Praça Azul da Feira de Lisboa 2026, num encontro dedicado à reflexão sobre o poder transformador da leitura e das emoções.

Resultado de um percurso desenvolvido em diversas instituições e projetos comunitários, esta obra reúne experiências, estudos e práticas terapêuticas realizadas através de oficinas com livros, promovendo o bem-estar emocional, a consciência afetiva e o desenvolvimento humano.

Ao longo destes anos, o projeto tem impactado crianças, jovens, adultos e seniores, afirmando a Biblioterapia como uma importante ferramenta de inclusão, escuta e transformação social.

A sessão contará com momentos de partilha, apresentação da obra e reflexão sobre a importância da literatura enquanto instrumento de cuidado emocional e crescimento pessoal.

Data: 5 de junho de 2026, às 20h
Local: Praça Azul – Feira de Lisboa 2026
Autor: Edmar da Silva

A presença dos meios de comunicação social e das instituições convidadas será de grande importância para a divulgação deste projeto de relevante impacto cultural, educativo e comunitário.

Fonte;

Casa do Amparo de Tavira apresenta livro Biblioterapia com Edmar – O Alfabeto das Emoções

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Maio - Apoteose da vida

É o mês da apoteose da vida, o momento em que a promessa de abril se converte em realidade tangível e exuberante. Historicamente, o seu nome deriva de Maia, a deusa romana da fertilidade, da primavera e do crescimento, cujo nome partilha a raiz com maior, simbolizando a expansão e o alcance do potencial máximo. 

Significado Histórico e Evolução
Ao longo da história da humanidade, maio foi celebrado como o ponto de viragem entre a sementeira e a esperança da colheita. Nas culturas celtas, o dia 1 de maio marcava o festival de Beltane, o "fogo brilhante", que celebrava a união sagrada entre o céu e a terra. Era um tempo de rituais de purificação e de honrar a força vital que percorre todas as coisas. Para os romanos, maio era dedicado a rituais de proteção e à celebração de Flora, a divindade das flores. Com a cristianização, o mês foi transmutado na devoção a Maria, reforçando o arquétipo da Mãe Divina, daquela que gera, nutre e sustenta a vida. 

Aspetos Psicológicos e Emocionais
Do ponto de vista psicológico, maio representa a consolidação da identidade. Se em abril "abrimos" a casca, em maio estabelecemos o nosso território e as nossas raízes. É o mês da estabilidade sensorial. Emocionalmente, maio traz uma vibração de contentamento e segurança. É a transição do "eu quero" (Carneiro) para o "eu tenho/eu valorizo" (Touro). Psicologicamente, este período convida à autoestima e ao autorreconhecimento: é o momento de apreciares a beleza que já manifestaste e de te permitires desfrutar do prazer de estar vivo. É o antídoto para a pressa, ensinando que a verdadeira evolução requer paciência e nutrição.

Dimensão Espiritual e Cósmica
Espiritualmente, maio é o mês da Hierogamia, o casamento sagrado entre o espírito e a matéria. É o tempo de reconhecer que a divindade não habita apenas nas alturas, mas palpita em cada pétala, em cada respiração e em cada célula do corpo físico. É o mês da abundância espiritual, onde a "Fonte" se manifesta como generosidade infinita.

Na tradição budista, maio é frequentemente o mês do Festival de Wesak, celebrando o nascimento, a iluminação e a passagem de Buda, marcando um pico de descida de energia espiritual sobre a Terra, onde a compaixão se torna a frequência dominante.

O Fluxo da Consciência em maio

Enquanto o mundo moderno exige velocidade, maio exige presença. É o convite para saíres da "mente linear" e entrares no "corpo sensorial". É o reconhecimento de que tu és o jardim e o jardineiro em simultâneo.

Ao longo dos séculos, maio permaneceu como o símbolo da esperança realizada; não é mais o sonho de um futuro, mas a presença vibrante de um presente que floresce.

Maio é a ponte de ouro onde a alma se sente em casa na matéria.

Texto. Livro Âncora - Cartas para o Inconsciente

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Dia do Livro - Âncora - A Arte de estar Consciente

 

“Âncora" – A Arte de estar Consciente  pode ser compreendido não apenas como um livro, mas como um instrumento terapêutico — um espaço simbólico onde o leitor se encontra consigo mesmo.

No processo terapêutico, muitas vezes buscamos caminhos para acessar aquilo que não está evidente: emoções reprimidas, padrões inconscientes, dores não elaboradas. Este livro atua como um mediador sensível desse encontro. Suas cartas funcionam como disparadores internos, abrindo portas para reflexões profundas e, sobretudo, para a escuta de si.

A leitura, nesse contexto, torna-se um exercício de presença. Não se trata de consumir conteúdo, mas de permitir que cada palavra ressoe no corpo emocional. Há momentos em que o texto acolhe, outros em que confronta — e é justamente nessa alternância que o processo terapêutico se fortalece. O livro não impõe respostas, mas convida a perguntas mais honestas.

Integrado à prática terapêutica, ele pode ser utilizado como apoio entre sessões, como ferramenta de aprofundamento ou até como ponto de partida para diálogos internos e clínicos. Cada carta pode ser vivida como um pequeno ritual: ler, sentir, pausar, escrever, refletir.

A biblioterapia, nesse sentido, se revela como uma ponte poderosa. Ao se reconhecer nas palavras, o leitor começa a reorganizar sua própria narrativa interna. O que antes era confuso ganha linguagem. O que era dor pode, aos poucos, encontrar significado.

“Âncora – A Arte de estar Consciente” não substitui o processo terapêutico — ele o amplia. Ele sustenta, acompanha e, em muitos momentos, traduz aquilo que a alma tenta dizer em silêncio.

Porque, no fundo, curar também é aprender a se escutar.!

Edmar Silva

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Âncora - Cartas para o Inconsciente


O que muda a tua vida não é o que sabes. É o que o teu inconsciente acredita!

90 dias que podem transformar a forma como sentes, pensas e escolhes viver.

Há algo dentro de ti que sabe que está na hora de mudar.

Talvez seja aquele silêncio que surge quando tudo pára.
Talvez seja o cansaço de viver em piloto automático.
Ou talvez seja aquela sensação profunda de que a tua vida pode ser muito mais do que aquilo que está a ser agora.

Este livro nasceu exatamente para esse momento.

“Cartas para o Inconsciente” não é apenas um livro.
É uma jornada de 90 dias de despertar interior.

Todos os dias, uma carta.
Uma mensagem direta, profunda e transformadora — escrita para falar com a parte mais poderosa de ti: o teu inconsciente.

É aí que vivem os teus medos.
As tuas crenças.
Os teus padrões.
Mas também é aí que habita a força capaz de transformar a tua história.

Cada carta é acompanhada de exercícios práticos que trabalham quatro dimensões essenciais do ser:

Físico — para trazer presença e energia às tuas ações
Psicológico — para trazer clareza mental e novas perspetivas
Emocional — para curar feridas e fortalecer a inteligência emocional
Espiritual — para te reconectares com o propósito e o sentido da vida

Este livro não foi feito apenas para ser lido.

Foi feito para ser vivido.

Porque quando dedicas 90 dias a ti próprio, algo inevitavelmente começa a acontecer:

Começas a escutar-te verdadeiramente.
Começas a reconhecer padrões invisíveis.
Começas a fazer escolhas com mais consciência.

E, pouco a pouco, a vida que parecia distante começa a tornar-se possível.

Ao longo desta jornada poderás descobrir:

• Um autoconhecimento mais profundo
• Como transformar emoções em decisões conscientes
• Como criar hábitos que sustentam uma nova vida
• Como desenvolver força emocional para enfrentar desafios
• Como construir uma relação mais verdadeira e amorosa contigo próprio

Este livro é um convite.

Um convite para deixares de sobreviver…
e começares a viver com intenção.

Uma jornada que começa com uma carta
e termina com uma nova versão de ti.

Se sentes que estás pronto para mudar,
talvez não seja coincidência este livro ter chegado até ti.

Abre a primeira carta.
O resto da transformação começa aí.

O teu inconsciente escreve a tua história. Este livro ajuda-te a reescrevê-la.

 


 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O Poder da Ação

 

O poder de 21 dias de ação consistente

Uma ação isolada pode gerar um resultado momentâneo, mas uma ação repetida diariamente tem o poder de transformar comportamentos, pensamentos e resultados. Durante um ciclo de 21 dias, cada pequena atitude fortalece o compromisso com o objetivo, desenvolve disciplina e cria novos padrões mentais.

A repetição constante reduz a resistência inicial, aumenta a confiança e faz com que aquilo que parecia difícil se torne natural. Não é a intensidade de um único dia que produz a mudança, mas a soma das pequenas ações realizadas com dedicação e determinação.

Ao final de 21 dias, você não terá apenas avançado em direção ao seu objetivo; terá desenvolvido uma nova versão de si mesmo, mais consciente, disciplinada e preparada para continuar evoluindo. Afinal, a transformação começa com uma decisão, mas se concretiza pela ação repetida todos os dias.