Quem é Edmar Silva?
Talvez a resposta mais simples fosse dizer que sou escritor, psicoterapeuta transpessoal, biblioterapeuta, formador, palestrante e dinamizador de projetos sociais e educativos.
Mas os títulos dizem aquilo que fazemos.
Nem sempre dizem aquilo que nos move.
E talvez, para me conhecer verdadeiramente, seja necessário começar noutro lugar.
Nas pessoas.
Ao longo da minha vida profissional, os contextos foram mudando, os projetos foram crescendo e os caminhos foram-se cruzando, mas uma pergunta permaneceu:
O que pode acontecer quando ajudamos uma pessoa a olhar para si própria de uma maneira diferente?
Foi esta pergunta que, de diferentes formas, me aproximou da psicoterapia, dos livros, das emoções, da educação, do voluntariado, da espiritualidade, da consciência e do desenvolvimento humano.
E talvez seja precisamente no encontro entre todos estes caminhos que se encontra aquilo que faço hoje.
Entre dois países e muitas histórias
Nasci em Minas Gerais, Brasil, em 1971, e vivo em Portugal desde 2007. Brasil e Portugal tornaram-se, para mim, muito mais do que dois lugares geográficos.
São duas partes de uma história.
Duas culturas.
Duas formas de olhar para o mundo.
E também duas margens entre as quais fui construindo projetos, relações, livros, aprendizagens e sonhos.
Ao longo desse percurso fui compreendendo que, apesar das nossas diferenças, existem perguntas profundamente humanas que atravessam fronteiras:
Quem sou?
De onde vêm as minhas escolhas?
O que faço com aquilo que vivi?
Que emoções continuam a dirigir a minha vida?
E que história quero começar a escrever a partir de agora?
Estas perguntas acabaram por atravessar grande parte do meu trabalho.
Livros, emoções, pessoas e transformação
Os livros sempre ocuparam um lugar especial no meu percurso.
Primeiro como leitor.
Depois como escritor.
Mais tarde como instrumento de educação, encontro e reflexão.
Foi através desta relação que a Biblioterapia ganhou uma presença cada vez mais significativa no meu trabalho.
Percebi que um livro pode ser muito mais do que aquilo que está escrito nas suas páginas.
Uma personagem pode tornar-se um espelho.
Uma história pode despertar uma memória.
Uma frase pode dar nome a uma emoção.
Uma pergunta pode fazer-nos olhar para uma escolha de outra maneira.
Foi dessa experiência que nasceu e se desenvolveu a Biblioterapia com Edmar.
Um trabalho que procura aproximar:
LIVROS → PESSOAS → EMOÇÕES → CONSCIÊNCIA → TRANSFORMAÇÃO
Porque não me interessa apenas aquilo que uma pessoa compreendeu sobre um livro.
Interessa-me também aquilo que o livro a ajudou a descobrir sobre si própria.
A palavra como ponto de encontro
A escrita tornou-se outra forma de continuar este percurso.
Ao longo dos anos, escrevi e participei em obras dirigidas a diferentes públicos, da literatura infantil e juvenil ao romance, à espiritualidade, ao desenvolvimento humano e à consciência.
Entre elas encontram-se O Gueto das Nações, O Sonho de Dâmia, Santa Fé — Até Onde Você Iria por Amor?, Aprendi a Não Dizer Adeus, Biblioterapia com Edmar — O Alfabeto das Emoções e os diferentes volumes da Coleção ÂNCORA.
Mas escrever um livro, para mim, nunca significou apenas colocar palavras numa página.
Significa criar uma possibilidade de encontro.
Com uma personagem.
Com uma emoção.
Com uma memória.
Com uma pergunta.
Ou, talvez, consigo próprio.
É por isso que muitos dos meus livros acabaram por ultrapassar as páginas e transformar-se também em projetos educativos, sociais e experiências de Biblioterapia.
Quando os livros saem das estantes
Sempre acreditei que um livro ganha outra vida quando chega às pessoas.
Por isso, uma parte importante do meu percurso tem acontecido fora dos espaços tradicionais da leitura.
Em escolas, bibliotecas, universidades seniores, lares, centros de dia, instituições sociais e comunidades, os livros tornaram-se pontos de partida para conversas, oficinas, projetos e encontros.
Deste percurso nasceram iniciativas como Oficina do Livro com Edmar, O Gueto das Nações, O Sonho de Dâmia, Projeto Âncora, Retalhos de Vidas e a rede de voluntariado R3G — Gentileza Gera Gentileza.
Projetos diferentes, públicos diferentes, histórias diferentes.
Mas todos atravessados por uma ideia semelhante:
ninguém transforma verdadeiramente uma comunidade sem tocar primeiro as pessoas que fazem parte dela.
Educação, voluntariado e comunidade
Outra parte essencial da minha história é o trabalho comunitário.
Ao longo dos anos tenho participado e coordenado iniciativas relacionadas com promoção da leitura, voluntariado, inclusão social, envelhecimento ativo, educação emocional, multiculturalidade e cidadania.
Atualmente estou ligado ao Instituto das Emoções, onde participo na direção e coordenação de projetos sociais, educativos e terapêuticos. Leciono também na Academia Sénior de Tavira e continuo envolvido em iniciativas de voluntariado e promoção da leitura.
Trabalhar com crianças, jovens, adultos e seniores ensinou-me algo que nenhum livro poderia ensinar sozinho:
cada pessoa carrega uma história que merece ser escutada.
Talvez por isso eu continue tão interessado em pessoas quanto em livros.
Ensinar também é continuar a aprender
A formação tornou-se igualmente uma extensão natural deste percurso.
Ao longo dos anos tenho desenvolvido cursos e experiências nas áreas de Análise dos Sonhos, Expansão da Consciência, Mediunidade Consciente, Desenvolvimento Pessoal e Gestão de Recursos Humanos, entre outras áreas relacionadas com autoconhecimento e desenvolvimento humano.
Não vejo estes espaços apenas como lugares onde alguém ensina e os outros aprendem.
Procuro que sejam lugares de experiência.
De perguntas.
De observação.
De partilha.
E, sobretudo, de participação.
Porque acredito que conhecimento sem experiência corre o risco de permanecer apenas informação.
Quando o experimentamos, pode transformar-se em consciência.
O que une tudo isto?
À primeira vista, talvez pareçam muitos caminhos.
Psicoterapia.
Biblioterapia.
Livros.
Cursos.
Palestras.
Projetos sociais.
Voluntariado.
Educação.
Espiritualidade.
Consciência.
Mas, para mim, existe um fio que atravessa todos eles:
o desenvolvimento humano.
Interessa-me aquilo que acontece quando uma pessoa começa a observar-se.
Quando reconhece uma emoção.
Quando questiona uma crença.
Quando encontra palavras para aquilo que sentia.
Quando percebe que algumas escolhas podem ser revistas.
Quando deixa de ser apenas espectadora da própria história e começa, progressivamente, a participar na sua escrita.
Talvez seja também por isso que uma palavra aparece tantas vezes nos meus projetos:
TRANSFORMAÇÃO
Não como promessa de nos tornarmos outra pessoa.
Mas como possibilidade de nos aproximarmos, com mais consciência, daquela pessoa que escolhemos ser.
Hoje continuo a semear
Depois de tantos projetos, livros, cursos, palestras, encontros e pessoas que atravessaram o meu caminho, continuo a acreditar numa coisa muito simples:
uma pequena experiência pode iniciar uma grande mudança.
Pode começar com um livro.
Com uma pergunta.
Com uma conversa.
Com uma emoção que finalmente conseguimos reconhecer.
Com uma história que ouvimos.
Ou com uma semente que decidimos começar a regar.
Talvez seja isso que procuro fazer através do meu trabalho:
semear perguntas.
Criar encontros.
Abrir possibilidades.
E confiar que cada pessoa saberá, no seu próprio tempo, aquilo que deseja fazer germinar.
Se chegou até aqui, permita-me deixar-lhe uma pergunta:
Que história está a escrever neste momento da sua vida?
E, talvez ainda mais importante:
essa história está a ser escrita por si?
Bem-vindo ao meu trabalho.
Bem-vindo a este espaço de livros, emoções, pessoas e consciência.
Edmar Silva
Ler. Sentir. Compreender. Transformar.


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